quinta-feira, 13 de setembro de 2018
ORAÇÕES REDUZIDAS
Orações Reduzidas -TIPOS-
São três os tipos de orações reduzidas:
I) Orações Reduzidas de Infinitivo
Substantivas subjetivas: exercem a função de sujeito do verbo de outra oração.
Exemplos:
– Não convém agires desta maneira.
– É certo ter ocorrido uma discussão de interessados.
– É necessário gostar de frutas, legumes e verduras.
– É certo ter ocorrido uma discussão de interessados.
– É necessário gostar de frutas, legumes e verduras.
Substantivas objetivas diretas: exercem a função de objeto direto.
Exemplos:
– Peça-lhes fazer silêncio.
– O técnico assegurou serem seguros os equipamentos.
– As crianças fazem rir seus pais.
– Ordenou saírem todos imediatamente.
– O técnico assegurou serem seguros os equipamentos.
– As crianças fazem rir seus pais.
– Ordenou saírem todos imediatamente.
Substantivas objetivas indiretas: aquelas que funcionam como objeto indireto da oração principal.
Exemplos:
– Gosto de ficar sozinha.
– Aconselho-te a sair logo.
– Aconselho-te a sair logo.
Substantivas predicativas: funcionam como adjetivo da oração principal.
Exemplos:
– Seu desejo era adquirir uma casa.
– O melhor seria fazerem a viagem.
– O melhor seria fazerem a viagem.
Substantivas completivas nominais: funcionam como complemento de um nome da oração principal.
Exemplos:
– Ele está disposto a arriscar tudo.
– Beatriz estava disposta a sair da casa.
– Beatriz estava disposta a sair da casa.
Substantivas apositivas: aquelas que funcionam como aposto da oração principal.
Exemplos:
– Ele nos fez um convite: comparecermos ao seu aniversário.
– Recomendou-lhe dois procedimentos: ler e refletir a obra de Carlos Drummond de Andrade.
– Recomendou-lhe dois procedimentos: ler e refletir a obra de Carlos Drummond de Andrade.
Adjetivas: funcionam como adjetivo da oração principal.
Exemplos:
– Ele foi o único a apreciar a peça. (restritiva)
– Aquele, a encenar no palco, é meu amigo. (explicativa)
– Aquele, a encenar no palco, é meu amigo. (explicativa)
Adverbiais: funcionam como adjunto adverbial da oração principal.
Exemplos:
– Eu lamento por ter chegado tarde. (causal)
– Alegraram-se ao receberem as medalhas. (temporal)
– Fiz um empréstimo para viajar. (final)
– Apesar de estar triste ele continua sorridente. (concessiva)
– Não poderá voltar ao trabalho sem me avisar com antecedência. (condicional)
– Ele se distraiu tanto a ponto de esquecer a discussão. (consecutiva)
– Alegraram-se ao receberem as medalhas. (temporal)
– Fiz um empréstimo para viajar. (final)
– Apesar de estar triste ele continua sorridente. (concessiva)
– Não poderá voltar ao trabalho sem me avisar com antecedência. (condicional)
– Ele se distraiu tanto a ponto de esquecer a discussão. (consecutiva)
II) Reduzidas de Gerúndio
Subordinadas adjetivas
Exemplos:
– Gosto de crianças correndo pela sala. (restritiva)
– Encontrei João, saindo de férias. (explicativa)
– Encontrei João, saindo de férias. (explicativa)
Subordinadas adverbiais
Exemplos:
– Retornando de férias, volte ao trabalho. (temporal)
– Desconfiando de suas explicações, dispensei-o. (causal)
– Mesmo estando doente assisti às aulas. (concessiva)
– Querendo, você conseguirá obter resultados positivas nas provas. (condicional)
– Desconfiando de suas explicações, dispensei-o. (causal)
– Mesmo estando doente assisti às aulas. (concessiva)
– Querendo, você conseguirá obter resultados positivas nas provas. (condicional)
III) Reduzidas de Particípio
Subordinadas adjetivas
Exemplos:
– Temos apenas um automóvel comprado com sacrifício. (restritiva)
– Fiquei surpresa com a casa, pintada de verde. (explicativa)
– Fiquei surpresa com a casa, pintada de verde. (explicativa)
Adverbiais
Exemplos:
– Ferido na perna, ele não pode mais jogar futebol. (causal)
– Terminada a aula, os alunos retiraram-se da sala. (temporal)
– Excluídas as doações, como continuaremos com o projeto? (condicional)
– Vencido o jogo, continuarão treinando. (concessiva)
– Terminada a aula, os alunos retiraram-se da sala. (temporal)
– Excluídas as doações, como continuaremos com o projeto? (condicional)
– Vencido o jogo, continuarão treinando. (concessiva)
*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)https://www.estudopratico.com.br/oracoes-reduzidas/
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Resenhas - Como fazer
RESENHA
CRÍTICA
A resenha pode ser definida como um tipo de texto com a
finalidade de analisar um objeto e escrever sobre
ele. Esse objeto pode ser um artigo publicado online ou em revistas acadêmicas,
livros, reportagens, filmes, entre outros.
O objetivo é trabalhar com a construção de descrições,
análises, observação e desenvolvimento de um conteúdo que, no final, resultará
em uma produção opinativa, mesmo que isso não fique explícito.
Resenhas são interessantes pois de acordo com a realidade
do autor, seu background na área, suas opiniões e ponto de vista ao entrar em
contato com aquele material terão como resultado um conteúdo original e interessante.
Faça o teste: se você ler 10 resenhas sobre um
mesmo livro, pode ter certeza que, por mais que elas não expressem algum tipo
de opinião de maneira explícita, terão suas particularidades e vão se
diferenciar entre si. Vale o exercício!
A resenha crítica, como o nome já adianta,
apresenta um ponto de vista explícito do autor a respeito do objeto. Ele tem a
liberdade de propor discussões a respeito de algum recorte específico do material, ao contrário da resenha descritiva, onde o objetivo
é analisar estritamente o que o autor quis dizer, sem muito espaço para
análises e relações externas.
1. Identifique e apresente a obra analisada
Não deixe o leitor confuso. Nas primeiras linhas do
texto, esclareça qual é a obra resenhada. Apresente o nome do autor, ano de
publicação e outras informações bibliográficas importantes.
2. Faça um panorama inicial
Após apresentar os dados técnicos, faça o primeiro
parágrafo como forma de introdução. Sobre o que fala a obra? Quais são as principais
ideias trabalhadas? Qual foi o objetivo do autor com o material?
Com isso, você estará contextualizando o público e
preparando-os a respeito do que será discorrido no texto.
3. Descreva a estrutura da obra
É importante destacar a estrutura do
objeto. Se for um livro, ele é dividido em capítulos? Qual é o modo
narrativo do texto? Se couber ou for necessário, ainda é interessante dizer de
forma suave o número de páginas.
4. Discorra sobre conteúdo
Agora assim, hora de resenhar! Conte, em suas
palavras, o que foi dito no texto. Cuidado com o tamanho, não estamos
trabalhando nem com sinopses e nem com uma releitura da obra. Encontre o meio
termo trabalhando com aquele recorte que já falei acima.
Neste momento, não é hora de apresentar opiniões
próprias ou interferir nas ideias propostas pelo autor.
5. Faça sua análise crítica
Caso a resenha seja crítica, a hora de analisar
sistematicamente o conteúdo é logo após a parte descritiva.
Ao fazer esta análise, cuidado: opiniões devem ter
embasamento. Busque por autores que pensam como você, justifique as ideias a
partir de exemplos concretos e tome cuidado para não transformar esta parte em
algo “pessoal demais”, pois o fato pode tirar toda a sua credibilidade enquanto
autor.
6. Identifique o público-alvo e faça recomendações
Para quem é aquele texto? Quem pode tirar proveito
da leitura da obra? É interessante sinalizar o público-alvo da obra no meio da
resenha. Isso facilita o trabalho de quem entrar em contato com o seu texto e
segmenta a produção de forma assertiva.
7. Discorra um pouco sobre o autor
Quem escreveu/produziu o conteúdo é um jornalista?
Poeta? Cineasta? Médico? Faça um pequeno balanço a respeito da vida do autor do
conteúdo resenhado e apresente um ou dois outros títulos famosos (quando for o
caso).
Parte superior do
formulário
Parte inferior do formulário
Busque a resposta para algumas perguntas
fundamentais
Antes mesmo de começar a resenhar, é interessante buscar
por algumas respostas que vão te ajudar a fazer uma produção de qualidade. Veja
as principais a seguir:
- Qual
é a principal tese defendida pelo autor?
- Como
ele desenvolve sua ideia?
- Ela
foi feita de maneira clara e bem explicativa?
- É
preciso ter alguma bagagem prévia de conhecimento para entender o conteúdo?
- A
obra é agradável?
- Ela
foi bem organizada?
- O
autor se baseou em alguma ideia de outras pessoas para chegar à sua conclusão?
- Com
a sua obra, ele chegou à alguma conclusão? como ela foi alcançada? ela foi
bem alcançada?
OUTRAS PERGUNTAS QUE DEVEM RESPONDIDAS AO LONGO DA
RESENHA
1. De que
trata o livro?
2. Ele tem
alguma característica especial?
3. De que
modo o assunto é abordado?
4. Qual é a
tese do autor?
5. Qual a
intenção do autor?
6. Que
conhecimentos prévios são exigidos para entendê-lo?
7. A que
tipo de leitor se dirige o autor?
8. O
tratamento dado ao tema é compreensível?
9. O livro
foi escrito de modo interessante e agradável?
10.
As ilustrações foram bem escolhidas?
11.
O livro foi bem organizado?
12.
O leitor, que é a quem o livro se destina, irá
achá-lo útil?
13.
Comparando essa obra com outras similares e com
outros trabalhos do mesmo autor, a que conclusões chegamos?
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Link bem interessante com o passo a passo da produção de uma resenha:
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Aqui alguns exemplos de resenha:
http://cucaliteraria.blogspot.com/2016/05/resenha-o-pequeno-principe-antoine-de.html
ESSAS RESENHAS ACIMA ESTÃO FALTANDO ALGUNS ELEMENTOS IMPORTANTES, COMO VOCÊS PUDERAM OBSERVAR, ENTÃO A RESENHA DE VOCÊS DEVE SUPERÁ-LAS
ESSAS RESENHAS ACIMA ESTÃO FALTANDO ALGUNS ELEMENTOS IMPORTANTES, COMO VOCÊS PUDERAM OBSERVAR, ENTÃO A RESENHA DE VOCÊS DEVE SUPERÁ-LAS
Como o livro O pequeno príncipe é uma obra de reconhecimento universal, não se faz tão necessário a parte da opinião e indicação, veja uma resenha que analisa a obra de maneira bem peculiar, e que também serve como base para a produção das nossas resenhas:
https://www.culturagenial.com/livro-o-pequeno-principe/
Lembrem-se: para produzir tenho que assimilar, leiam resenhas, ou assistam vídeos de resenhas de algum livro, filme, musicais, entre outros, para ter ideias na produção da sua resenha.
FIM
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domingo, 24 de setembro de 2017
A Moça Tecelã [baixar e ler]
Para baixar a narrativa utilize os links abaixo:
ou
Ou copie o texto abaixo e cole na plataforma que achar melhor:
A Moça Tecelã
Marina Colassanti
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando
atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para
começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios
estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois
lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca
acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a
moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em
breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em
pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à
janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as
folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios
dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo
os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com
cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido.
Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite,
depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria
fazer. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu
sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao seu lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma
coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe
dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado,
rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de
entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o
chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida. Aquela noite, deitada contra o
ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda
mais a sua felicidade. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha
pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em
nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
- Uma casa melhor é necessária, -- disse para a mulher. E
parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor
de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer. Mas
pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
– Para que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem
querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em
prata. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios
e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para
chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia.
Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo
da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido
escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
- É para que ninguém saiba do tapete, -- disse. E antes de
trancar a porta à chave, advertiu:
-- Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos! Sem
descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os
cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era
tudo o que queria fazer. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza
lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez
pensou como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia
sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a
longa escada da torre, sentou-se ao tear. Desta vez não precisou escolher linha
nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para
o outro, começou a desfazer o seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens,
as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as
maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o
jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura,
acordou e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já
desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo,
sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado,
o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma
linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que
a manhã repetiu na linha do horizonte.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
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