sábado, 25 de junho de 2022
Renascimento - Poesia Camoniana
Renascimento - poesia Camoniana
'Por que razão Luís de Camões é considerado um renascentista?'
A ' par dos humanistas seus contemporâneos, Camões é um dos que melhor recuperam a cultura greco-latina, seja em formas poéticas revisitadas, seja na dignificação do maravilhoso pagão em que também se apoia a sua épica. Conceitos de 'inspiração' (do Íon platónico) ou de mimese (imitação) aristotélica são igualmente aproveitados por quem acredita no Homem como medida das coisas. Esta crença, obscurecida em certos sonetos e canções ou, mesmo, em partes d'Os Lusíadas (donde falar-se num Camões maneirista), acompanhava a descoberto de novos mundos, o que aos portugueses grandemente se deve, e foi superiormente cantado pelo Poeta. Há, nele, lugar para a experiência e, se o respeito pelo antigo não esmorece, já a afirmação do saber experimental (aquele «vi claramente visto»), da vitória dos homens sobre os elementos, é a outra face de um processo, pessoal e colectivo, em que gregos e latinos também se inscrevem por terem sido vencidos, no canto épico e em feitos, por seus filhos civilizacionais. É nesta herança que se conforma o Renascimento e, concretamente, um Camões, capaz de unir a mitologia pagã e a cruzada da Fé católica na figura de um herói ao serviço, não de si mesmo, mas da nação e do seu rei.'
fontes:
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/renascimento-luis-de-camoes/15247 [consultado em 25-06-2022]
http://poesiaportuguesaunip.blogspot.com/2014/03/luis-vaz-de-camoes-poeta-do-renascimento.html
segunda-feira, 23 de maio de 2022
Concordância Nominal e Concordância Verbal [Módulo 20]
CONCORDÂNCIA NOMINAL / CONCORDÂNCIA VERBAL
• As classes de palavras que
modificam os substantivos são: adjetivos e locuções adjetivas, artigos,
numerais e pronomes adjetivos.
• Um substantivo pode ser
modificado por mais de um elemento, dependendo do objetivo do enunciador e dos
efeitos de sentido que ele deseja atribuir a seu enunciado.
• A concordância nominal é a
igualdade de flexões entre o gênero e o número do substantivo e das palavras
que a ele se referem, ou seja, os modificadores são: adjetivo, numeral, artigo
e pronome adjetivo.
• A regra básica da
concordância nominal determina que as palavras que se associam ao substantivo
(ou ao pronome substantivo) concordam com ele em gênero e número.
• A linguagem informal nem
sempre obedece à concordância nominal.
• A concordância verbal é a
igualdade de flexões de pessoa e número entre o verbo e seu sujeito.
• A concordância verbal
obedece a regras da gramática normativa. Regra básica de concordância verbal na
linguagem formal ou culta escrita: o verbo concorda com o sujeito em pessoa e
número.
• A ordem dos termos na frase
não altera a obrigatoriedade das concordâncias verbal e nominal.
• A revisão dos próprios
textos escritos, com atenção especial à concordância, é um procedimento importante
para o cumprimento das regras da gramática normativa.
• O ponto-final usado para
separar períodos longos enfatiza as ideias e confere clareza ao texto.
terça-feira, 10 de maio de 2022
O VERBO E SEUS MODIFICADORES (ADVÉRBIOS) (MÓDULO 17)
• Os advérbios e as locuções
adverbiais associam-se aos verbos para denotar circunstância de tempo, lugar,
modo, intensidade, etc. Os advérbios são invariáveis, já que não sofrem nenhuma
flexão nominal.
• Os advérbios oracionais
modificam a oração inteira e não apenas o sintagma verbal.
• As locuções adverbiais são
formadas de preposição + substantivo e têm o mesmo valor e emprego dos advérbios.
• A designação “adjunto
adverbial” é uma classificação sintática e não morfológica.
• O adjunto adverbial é um
termo geralmente ligado ao verbo e é representado por sintagmas adverbiais.
• O adjunto adverbial tem a
mesma classificação dos advérbios e, como estes, acrescenta noções ao verbo (ou
à oração).
• Além de modificar o sentido
do verbo, alguns adjuntos adverbiais de natureza intensificadora ou modalizadora
podem modificar o sentido do adjetivo ou de outro advérbio.
• O adjunto adverbial
oracional modifica uma oração inteira.
• A vírgula separa segmentos de
função gramatical equivalente quando o último não se liga ao anterior por
elemento coordenativo.
• A palavra mal, quando advérbio, substantivo ou
conjunção, é escrita com l final,
sendo antônimo de bem; a palavra mau é quase sempre adjetivo (pois pode ser
também substantivo) e antônimo de bom.
quinta-feira, 28 de abril de 2022
MÓDULO 14 – O USO DE VERBOS NO TEXTO O NOVIÇO
MÓDULO 14 – O USO DE VERBOS
NO TEXTO O NOVIÇO
Os verbos são palavras que se
caracterizam – e se diferenciam – por terminações (ou desinências), que indicam
modo, forma nominal, tempo, pessoa e número. Essas terminações se juntam ao
radical dos verbos, que é a parte que contém o significado básico da palavra.
Modo:
Indica
as diferentes atitudes do enunciador (quem fala ou escreve) com relação à ação ou
ao processo que enuncia. São três: indicativo, subjuntivo e imperativo.
Formas
nominais: infinitivo (desinência -r), gerúndio (desinência -ndo) e
particípio (desinências -ado e -ido).
Tempo:
indica
o momento em que o evento – ou o estado – ocorre como anterior (passado), simultâneo
(presente) ou posterior (futuro) ao momento da fala.
Pessoa:
está
relacionada aos indivíduos envolvidos no discurso.
Número:
responsável
pela concordância do verbo com o sujeito no singular ou no plural.
Do ponto de vista sintático, o verbo organiza a oração por meio da
concordância com o sujeito, da transitividade, da regência e da voz; do ponto
de vista semântico, os verbos podem indicar ação, transformação, fenômenos
naturais, fatos, estado, localização, etc.
A locução verbal é a combinação de um verbo auxiliar flexionado com
uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) do verbo
principal.
As formas com verbos
auxiliares podem marcar a duração de uma situação, indicando pontos de vista diversos
sobre ela.
O
presente simples pode exprimir:
um
evento quese prolonga até o momento da fala (Gosto de ler histórias
policiais.); um evento habitual
(Levanto-me diariamente às sete horas.); uma
característica ou estado permanentes (O diamante é resistente.); uma verdade geral e atemporal (A dengue
deve ser tratada.); um evento passado
quando se quer atribuir vivacidade e atualidade ao enunciado (Dom Pedro proclama
a independência do Brasil em 1822.). O
presente progressivo, formado pelo verbo auxiliar estar + o gerúndio do verbo
principal (eu estou cantando), indica um evento simultâneo ao momento da
fala.
O
futuro simples é atualmente empregado quase que só na
linguagem escrita formal. Na fala, foi substituído pelo futuro composto, em que
se combina o verbo auxiliar ir com o infinitivo.
O futuro do pretérito, conhecido como condicional, expressa um evento
que ocorreria sob determinadas condições.
O pretérito perfeito do indicativo encara o evento como ocorrido em
um tempo anterior ao momento da fala e o dá como concluído.
O pretérito imperfeito do
indicativo situa o evento no passado (momento anterior ao momento da fala),
dando-o como habitual, mas não concluído.
O pretérito perfeito composto é formado pelo auxiliar ter no presente
do indicativo mais o particípio do verbo principal e expressa um evento que
teve início no passado e continua até o presente.
O pretérito mais-que-perfeito composto apresenta um evento situado no
passado e anterior a outro, também no passado. É formado pelo verbo ter ou haver
no imperfeito do indicativo mais o particípio do verbo principal, forma que
predomina sobre o mais-que-perfeito simples, atualmente em desuso.
O falante usa o modo subjuntivo quando avalia o evento
como duvidoso, hipotético ou irreal.
A correlação verbal resulta
da coerência entre o tempo do verbo da oração principal e o da oração subordinada.
O falante usa o modo imperativo quando deseja comunicar
ao interlocutor uma ordem, um conselho, um pedido, uma sugestão, um convite.
As nuances do imperativo e
das formas de comando são expressas pelo acréscimo de expressões de cortesia
(ou de polidez), ou pelo emprego do presente ou do futuro do indicativo, do
pretérito imperfeito do subjuntivo ou de formas do verbo querer.
As
formas nominais são três.
O
infinitivo (forma terminada em -r) é a forma nominal que representa
o verbo; nomeia uma ação ou um estado, por isso tem valor de substantivo. É
chamado de impessoal quando não se refere a nenhuma pessoa gramatical, ou seja,
não tem sujeito. O infinitivo pessoal
apresenta desinências para as três pessoas do plural (nós, vós, eles) e para a
2ª do singular (tu).
O
gerúndio (forma terminada em -ndo) tem valor de advérbio ou de
adjetivo e, basicamente, expressa uma ação em curso.
O
particípio (forma terminada em -ado ou -ido) apresenta o resultado
do processo verbal; tem valor de adjetivo.