A manchete é o título de chamada da notícia mais importante de uma edição de jornal, seja ele impresso ou virtual, chamando a atenção do leitor e trazendo uma informação chave.
As matérias jornalísticas apresentam os acontecimentos segundo a leitura de mundo e a ideologia dos produtores dos textos e das empresas jornalísticas. Os jornalistas procuram construir uma visão de sociedade de acordo com os interesses políticos e econômicos vigentes ou considerados necessários em determinado momento histórico por uma determinada facção social, (Mariani,1999).
a) identifique, na fala de cada um dos garotos, exemplos
de variação linguística lexical (de vocabulário) e indique
termos do português brasileiro para substituí-los.
Para responder a essa questão, cabe incentivar a pesquisa em
dicionários (físicos ou digitais, pelo celular).
Na fala de Zito (“Deixa só, Zeca! Esse gajo anda-me procurar ainda.”),
deve-se indicar o vocábulo gajo. Na de Bino (“O quê? Queres
pelejar?”), deve ser indicado pelejar.
O primeiro termo pode ser substituído por moço, rapaz e, em
situações informais, cara. O segundo é sinônimo de lutar, brigar.
b) identifique, na fala dos mesmos garotos, exemplos de
variação linguística gramatical (que não sejam lexicais).
No nível gramatical, podem ser indicados o uso da segunda pessoa do
singular (“vês”, “ponho-te”), o uso da ênclise (“anda-me” e mesmo
“ponho-te”) e o uso do infinitivo em locuções que, no português
brasileiro, são feitas com o gerúndio (“anda-me procurar” em vez de
“anda me procurando”). Aproveite essa questão para lembrar que a
variação não ocorre somente no nível do léxico, mas também no nível
gramatical (sobretudo na fonética e na sintaxe).
2
a) defina a que se referem os termos musseque (7º pará-
grafo), makoa (7º parágrafo), bassula (8º parágrafo) e
gapse (8º parágrafo).
Musseque: bairro periférico, semelhante às favelas; makoa: espécie
de peixe; bassula: rasteira; gapse: golpe.
Neste item, encoraje os alunos a buscar, em um primeiro momento, o
significado contextual dos termos. Nessa primeira tentativa, é esperado
que eles identifiquem ao menos o sentido aproximado de cada vocábulo,
o que deve ser valorizado. Em seguida, havendo recursos, estimule-os a
pesquisar na internet o significado de cada termo.
b) desde o ano de 2013, está em vigor um acordo orto-
gráfico cujo intuito é promover maior unidade linguís-
tica entre as nações que têm o português como língua
oficial. Por que, nos vocábulos destacados no item an-
terior, não se veem reflexos dessa unificação?
Um acordo ortográfico regula exclusivamente a grafia dos vocábulos
(foi esse acordo que, por exemplo, suprimiu o acento que diferenciava
“para” [verbo] e “para” [preposição], ou que determinou o não uso de
hífen em termos como “autorretrato”). Os casos analisados aqui são
exemplos de variação lexical, ou seja, uma variação que envolve
vocábulos específicos de certa comunidade de falantes.
3 C
4
a) O “obstáculo” comentado no excerto deve-se funda-
mentalmente ao fato de a tradutora não ser falante
nativa da língua portuguesa. Você concorda com essa
afirmação? Justifique.
Não. O obstáculo a que a autora se refere é a tradução do termo
macróbio, que era conhecido no século XIX, mas caiu em desuso no
português contemporâneo. Desse modo, mesmo um falante nativo
teria dificuldades de compreender o significado do termo.
b) Adotando o registro formal contemporâneo, reescreva a seguinte frase do excerto: “Já lhe vão faltando as ouças”.
Convém aproveitar essa questão para orientar os alunos a, quando lerem textos literários mais antigos, buscar identificar pelo contexto certos significados.
Entre outras opções, pode-se reescrever a frase assim: “A audição dela já está prejudicada.”
25. A INTERNET COMO FONTE DE INFORMAÇÃO E PESQUISA
• O computador e a internet são apenas meios, instrumentos.
• “O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa [...], deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja, o trabalho deve ser eminentemente pessoal” (M. Scliar).
• Para fazer uma boa pesquisa e obter bons resultados, o pesquisador deve ler criticamente os conteúdos
com os quais depara, selecionar criteriosamente as informações e organizá-las. É importante pesquisar
em mais de uma fonte, para conferir as informações.
Atenção: esses pronomes não
costumam ser usados como complementos verbais na língua-padrão. Frases como
"Vi ele na rua" , "Encontrei ela na praça", "Trouxeram
eu até aqui", comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os pronomes
oblíquos correspondentes: "Vi-o na rua", "Encontrei-a na
praça", "Trouxeram-me até aqui".
Obs.:
frequentemente observamos a omissão do
pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas verbais
marcam, através de suas desinências,
as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto. Por exemplo:
Fizemos boa viagem. (Nós)
Pronome Oblíquo
Pronome
pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a
função de complemento
verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal. Por
exemplo:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é
uma forma variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a
função diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca o sujeito da
oração; pronome oblíquo marca o complemento da oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de
acordo com a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca. Por exemplo:
Ele me deu
um presente.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se,
o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se,
os, as, lhes
Observações:
O lhe é o único
pronome oblíquo átono que já se apresenta na forma contraída, ou seja, houve a
união entre o pronome o ou a e preposiçãoa ou para.
Por acompanhar diretamente uma preposição, o pronome lhe exerce
sempre a função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, se,
nosevos podem
tanto ser objetos diretos como objetos indiretos.
Os pronomeso,
a, oseas atuam
exclusivamente como objetos diretos.
Saiba que:
Os pronomes me,
te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se com os
pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-la,
no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Observe o
uso dessas formas nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote?
- Sim, entreguei-to ainda há pouco.
- Não contaram a
novidade a vocês?
- Não, não no-la contaram.
No português do
Brasil, essas combinações não são usadas; até mesmo na língua literária
atual, seu emprego é muito raro.
Atenção:
Os pronomes o, os, a, as assumem
formas especiais depois de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r,
o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao
mesmo tempo que a terminação verbal é suprimida. Por exemplo:
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la
Quando o verbo
termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, na, nas. Por
exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
PRONOME OBLÍQUO TÔNICO
Os pronomes oblíquos
tônicos são sempre precedidospor preposições, em geral as
preposições a, para, de e com. Por esse motivo, os pronomes
tônicos exercem a função
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim,
comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti,
contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele,
ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós,
conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós,
convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles,
elas
- Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a
primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais repetem a forma do pronome
pessoal do caso reto.
- As
preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e
nunca pronome do caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o
uso da língua formal, os pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais
nada entre mim e ti.
Não se
comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há
nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.
Atenção:
Há construções em
que a preposição, apesar de surgir anteposta a um pronome, serve para
introduzir uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo
pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
reto. Por exemplo:
Trouxeram vários
vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
- A combinação da preposição "com" e
alguns pronomes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de companhia. Por exemplo:
Ele carregava o documento consigo.
-
As formas "conosco" e "convosco"
são substituídas por "com nós" e "com
vós" quando os pronomes pessoais são reforçados por palavras
como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
algum numeral. Por exemplo:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.