terça-feira, 4 de agosto de 2015

Funções do pronome SE - Vídeos - Aula 26



Funções do Pronome "SE" - Aula 26

O Verbo e a Palavra "SE"

Dentre as diversas funções  exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância verbal:
a) quando é índice de indeterminação do sujeito; 
b) quando é partícula apassivadora.

Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular.

Exemplos:
Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.
Confia-se
 em teses absurdas.
Era-se
 mais feliz no passado.

Quando  pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.

Exemplos:
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.

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a) Pronome reflexivo: funciona como objeto direto, objeto indireto e sujeito do infinitivo.
Pronome reflexivo – Neste caso, dependendo da predicação a que se relaciona o verbo, o pronome “se” pode exercer a função de objeto direto, indireto ou sujeito de um infinitivo, assumindo o sentido de “a si mesmo”. 

Ex: A garota penteou-se diante do espelho. 

Ex: A criança machucou-se. (objeto direto)

b) Partícula apassivadora: quando se liga a verbos transitivos diretos com a intenção de apassivá-los.
Pronome apassivador – Relaciona-se a verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, estando na voz passiva sintética. 

Dica importante: 
No intuito de reconhecer a devida ocorrência, recomenda-se mudar o verbo para a voz passiva analítica.

Ex: Fiscalizaram-se várias CNHs.

Fazendo tal permutação, obteríamos: Várias CNHs foram fiscalizadas. 

Ex: Contaram-se histórias estranhas.

c) Índice de indeterminação do sujeito: quando se liga a verbos preposicionados com o papel de indeterminar o sujeito.
Índice de indeterminação do sujeito – Relaciona-se a verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, uma vez conjugados na 3ª pessoa do singular. 

Nota importante: 
De modo a identificar tal classificação, basta substituirmos o “se” por alguém ou ninguém. 

Ex: Precisa-se de funcionários qualificados.
Alguém precisa de funcionários qualificados. 

Ex: Discorda-se do fato.

d) Partícula expletiva: não desempenha nenhuma função sintática ao se associar a verbos.
Partícula de realce ou expletiva – Assim como retrata a própria nomenclatura (realce), tal classificação permite que o pronome seja retirado da oração sem para que isso haja alteração de sentido. Neste caso, liga-se a verbos intransitivos, indicando uma ação proferida pelo sujeito. 

Ex: Toda plateia riu-se diante das travessuras do palhaço trapalhão.

Notamos que o discurso seria perfeitamente compreensível caso retirássemos o “se”.

Ex: Ele acabou de sentar-se.

e) Partícula integrante do verbo: ligada a verbos pronominais.
Parte integrante do verbo – integra verbos essencialmente pronominais, ou seja, aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo, denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito. São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, dentre outros.

Ex: Os garotos queixaram-se do mau atendimento. 

Ex: Ela não cansa de queixar-se.


http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint55.php
http://www.brasilescola.com/gramatica/funcoes-particula-se.htm

http://www.portugues.com.br/gramatica/as-funcoes-se-.html

domingo, 2 de agosto de 2015

Adjunto Adnominal - Aula 27

Começaremos compreendendo o conceito de adjunto adnominal. Ele se caracteriza como o termo que especifica, determina ou explica um substantivo, e por essa razão podemos afirmar que possui uma função adjetiva, ou seja, a de atribuir uma qualidade, uma característica.
Assim sendo, para que tudo fique bem claro, vamos analisar o enunciado que vem a seguir?
O garoto esperto ganhou uma linda bola.
Vamos embarcar numa missão imbatível: irmos à caça dos substantivos dessa oração: Pronto! Já os encontramos e eles são representados por:
GAROTO http://www.escolakids.com/public/upload/image/seta%20direita.jpg O
                                  ESPERTO
BOLA http://www.escolakids.com/public/upload/image/seta%20direita.jpg UMA
                              LINDA

Constatamos que em torno dos dois substantivos que encontramos (garoto e bola) existem algumas palavras que os acompanham, representadas por: o, esperto, uma e linda.
Todas essas palavras pertencem às classes gramaticais, das quais já temos conhecimento. 
Pois bem, conheceremos a partir de agora quais são exatamente os elementos que pertencem a essas classes, que representam os adjuntos adnominais. Para isso, aproveitaremos o exemplo expresso pela oração anterior:
Os adjuntos adnominais conferem uma característica ao substantivo

Artigos definidos ou indefinidos:
O – artigo definido
Uma – artigo indefinido

Pronomes adjetivos
Mesmo que na oração eles não estejam presentes, são representados por “aqueles, aquelas, meus, minha, sua, entre outros”.

Numerais adjetivos
Representados pela classe dos numerais, podendo ser cardinais (um, dois, etc.), ordinais (primeiro, terceiro, etc.), entre outros.

Adjetivos
Esperto
Linda

Locuções adjetivas
Vimos as ondas do mar. (marítimas)
É sincero o amor de mãe. (materno)

Adjunto Adnominal
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos enumerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
O poeta inovador
enviou
dois longos trabalhos
ao seu amigo de infância.
Sujeito
Núcleo do Predicado Verbal
Objeto Direto
Objeto Indireto
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais:
o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais de amigo.
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.
Por Exemplo:
O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.
Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:
Ele deixou uma obra originalíssima.
As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a. Veja:
O notável poeta português deixou-a.
Saiba que:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele. Observe:
Sua atitude deixou os amigos perplexos.
Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (os amigos). Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos:
Sua atitude deixou-os perplexos.
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte:
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos nominaispodem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto adnominal.
b)  O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos:
Exemplo 1 : Camila tem muito amor à mãe.
A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe a ação de amar.
Exemplo 2 : Vera é um amor de mãe.
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação de amar.
O adjunto adnominal caracteriza, determina, modifica ou qualifica um substantivo, atribuindo características, qualidades, modo de ser, etc, a ele. Pode ser um adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome adjetivo e numeral. Entre ele e o termo referente não existe nenhum outro termo.
O adjunto adnominal, às vezes, pode ser confundido com complemento nominal ou com predicativo, mas é importante prestar atenção às características dos últimos:
Diferença entre Complemento nominal e Adjunto adnominal
O complemento nominal acompanha substantivo, adjetivo e advérbio, indica alvo de uma ação e só pode ser substantivo abstrato. O adjunto adnominal, por sua vez, acompanha qualquer tipo de substantivo e indica o agente de uma ação. Exemplo:
Os investimentos do governo com educação deveriam ser maiores.
      subst abstr           ativo (governo é investidor)
No exemplo acima, vemos o governo que investe, sendo agente do investimento. A frase, portanto, é um adjunto adnominal. Veja outro exemplo:
A minha ida ao dentista foi cancelada.
     subst abstr         passivo (eu vou ao dentista, eu é agente, dentista é paciente)
No exemplo anterior vemos o sujeito "eu" que vai ao dentista, este último é passivo porque receberá a ação de minha visita. A frase, portanto, é complemento nominal.
Diferença entre Predicativo e Adjunto adnominal
O predicativo é um termo que atribui características ao sujeito e ao objeto. É acompanhado de verbo, preposições ou pelo conectivo como. Sendo termo essencial da oração, para descobrir se é predicativo ou adjunto é só fazer a substituição do sujeito ou do objeto por um pronome: o que for dispensável é adjunto, o que não for é predicativo. Exemplos:
·         Pintei aquela parede velha ontem.
·         Pintei-a ontem.
Note que ‘velha’ desaparece sem alterar o sentido da frase. Neste caso, é adjunto adnominal. Outros exemplos:
·         Considero sua decisão infeliz.
·         Considero-a infeliz.
Nestes exemplos, note que "infeliz" vem para completar "decisão" e não desaparece da frase porque é essencial. Neste caso, é predicativo.
BIBLIOGRAFIA
·         CEGALLA, Domingos Paschoal. Nova minigramática da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.
·         CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens – vol 2. 5.ed. São Paulo: Atual, 2000.
·         CIPRO NETO, Pasquale ; INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. São Paulo; Scipcione, 2008.
·         FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática. Ed renovada. São Paulo: FTD, 2007.
Ana Gabriela Figueiredo Perez
Estudos Literários - Unicamp

 fontes:



quinta-feira, 30 de julho de 2015

{Vídeos} Orações subordinadas substantivas

Vídeos Orações subordinadas substantivas.





Oração Subordinada Substantiva

Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.

Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:
Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

Exemplo 1:
A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).

Sendo assim, notamos que:
A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:
Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.

Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva
- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem a mesma expectativa: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva